sábado, 10 de abril de 2010

O Bluff da Primavera


É como que

Portugal não está pronto,

O tempo aquece,

A água ferve,

A nuvem aparece.

O sol recua,

O tempo entristece.

E foge ó pedestre,

Se não a chuva ainda te oferece

Um manto que amolece,

E o espírito desvanece...

Em sonhos mornos, e,

Campos verdes.

quarta-feira, 10 de março de 2010

(...)

Estava escuro como o breu

Quando saí para o quintal,

Nem uma estrela no céu.

Mas algo cintilou

E de rompante

Tirei o meu chapéu,

Como um noivo afasta o véu,

E corri,

Corri.

Subi a vedação

E ali desejei.

Desejei aquele carrossel,

Como abelhas pelo mel.

Luxuria de pobre,

A feira que leva o cobre,

Em vez do ouro maciço

Que carrega o burro

Ao seu mestre.

Vida de lamurias d'um pedestre,

Limpando as calúnias na tasca

Do Zé Desenrasca.

Ali a uva fermentada

Sabe a banho quente,

Que calor de repente!

O âmago vira crente!!

Que o dia foi efervescente!!!

...Engano traunsente....

Afinal o dia foi igual

Euforia lateral.

Na margem do rio

Cheguei ao fim do caudal,

Na cama me deitei,

Fim do recital.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Traunsente




Traunsente, esse aroma,

Quando por aqui passaste,

Breve arrepio que encoleriza

Na perspectiva de não te ter,

Globosidade efervescente

Na ânsia de querer

Assédio!

Foi o que me fizeste

Excelso ó nobre licor!

Injúria!

Que me matas ó inolvidável,

Que me dás este ardor!

Insuperável!

Submeto-me ao teu charme

Insuficiente,

Insurge em mim

A memória de um hábito,

Vermelho e suave

A doce e alegria

De te consumir

Golo a golo,

Através do meu copo de cristal.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ensino

Um sistema que promove a mediocridade, para que por sua vez, a mediocridade crie mais mediocridade, e para que por sua vez... etc.
Onde elementos práticos são avaliados teoricamente, porque faz pleno sentido.
Em mais não me alongo, até porque a morte de cerca de Cem Mil num terramoto hoje é algo, deveras, mais importante.