terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Observar a População I



Depois de quase duas décadas de existência, decidi que está na altura de fazer algumas observações à população, e comparar com o estado actual do país. Um país embora muitos não acreditem, reflecte-se nas acções da população, como esta age no seu dia-a-dia e como esta reage em certas situações.
Diz-se que este país está atrasado, mas na realidade está óptimo para a mentalidade da população.

A maioria da população não anda nas escadas ou tapetes rolantes. Quando vamos a qualquer sitio que tenha escadas ou tapetes rolantes, a maioria das pessoas estão quietas e deixam-se levar. Se a população se sente bem ao sabor da corrente porque é que os políticos haveriam de fazer de outra maneira.

Nos comboios ou no metro, quase toda a gente vai para a primeira ou segunda carruagens, deixando as restantes carruagens semi-cheias. Apesar de todo o comboio se deslocar na mesma direcção, toda a gente se atropela para chegar ligeiramente antes, e por isso se deslocão todos para as primeiras carruagens, apesar de haver bastante espaço distribuido ao longo de um comboio.

O futebol. Preciso de me alongar neste tema? A principal religião no nosso país não é a religião católica, é de facto o futebol. As pessoas pensam que os seus males são aliviados depois de verem um jogo de bola, mas de facto tudo continua na mesma. Depois andam a "batatada" porque o seu clube foi menos bom...


To be continued...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Testes Escritos


A falácia dos testes escritos no ensino.

Os testes escritos são só um assimilar e despejar de conhecimentos que na maioria das vezes nem são úteis.

É como nos darem um saco de batatas para levar para casa, é útil no imediato, fornece o jantar, mas não nos ensinaram a plantar e colher as batatas por nós próprios, por isso não é útil para a vida. Os testes são isto mesmo conhecimento imediato que até varia com o estado emocional, basta estarmos alegres para conseguirmos estudar bem e até termos boa nota, se estivermos sobre stress e/ou deprimidos então é mais complicado estudar e o teste geralmente corre pior(sem que tenha em conta o facto de, à partida, dominarmos ou não o tema). Não nos fazem pensar apenas nos pedem que saibamos a matéria X ás horas Y, depois disso já nem interessa.

Então porquê a mesma formula de avaliação à tantos anos?

Sei lá, e duvido que eles saibam porque é que mantêm este tipo de avaliação, provavelmente não sabem nada de nada e querem apenas justificar a posição que têm com balelas (des)educativas.

"A educação moral não é encher a pessoa de conhecimentos que não tinha,
Mas promover-lhe o raciocínio moral" Kolbergh

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009, As Doze Ilusões


"Ilusões pagam-se caras" é a frase que o Prof. Cavaco Silva escolheu para iniciar o ano que aí vem, o aviso é claro, deixem-se de tretas e façam o que tem de fazer para nos tirar deste buraco que se chama Portugal.

Não deixam de ser interessantes dois aspectos que verificaram-se com a passagem de ano. O primeiro é o facto de Dois Mil e Oito ter tido mais Um segundo, quase como se não quisesse mudar para Dois Mil e Nove. O outro é ter se verificado um denso nevoeiro (pelo menos na capital), e como se diz por ai, a passagem de ano é como se vai passar o resto do ano.

O ano anterior começou com um nascer do sol quente e aconchegador, brilhante e poderoso que não durou muito e foi engolido por nuvens e chuva o resto do dia...Tal como Dois Mil e Oito, que começou com uma perspectiva de mudança a nível mundial, mesmo com o petróleo a bater recordes históricos quase todos os dias e promessas do nosso querido primeiro ministro que Dois Mil e Oito apresentava um bom índice de desenvolvimento.
Como podemos observar deu-se a uma crise internacional, a bolsa dos EUA a cair todos os dias, a fome a aumentar com os preços do arroz, a bancarrota da Islândia.. Depois admiram-se de ver ondas de crime aqui e ali, piratas na Somália, atentados na Índia, anarquia na Grécia, etc..

Enfim só o tempo o dirá, mas os Gato Fedorento provavelmente tem razão, "bora" saltar Dois Mil e Nove e entrar já em Dois Mil e Dez :)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Playback



Ainda não cantava Carlos Paião o Playback e já a sociedade se organizava em massas para sobreviver aos tempos mais modestos.
O que vemos hoje em dia nao passa de um reflexo da evolução natural da sociedade de massas e portanto o mais normal é vermos apenas várias sombras a passearem na rua em vez de vermos o Zé, a Maria, o Antonio, etc.

Onde quero chegar? Quero apenas constatar aquilo que todos sabem, todos os dias conhecemos pessoas que já conhecemos antes, em que apenas os nomes diferem, sabemos que esta Maria que está a nossa frente já existia na Ana de à duas semanas, ou na Rita de à 3 meses. São iguais, falam da mesma maneira, vestem a mesma roupa, tem as mesmas ideias, as mesmas amizades, as mesmas paixões, etc.. Basicamente sentem-se infelizes se não seguirem aquele padrão, estendem as suas amizades para preservarem o seu mundo, criam os hi5 e myspace para conhecerem novas pessoas, que na realidade são apenas mais um playback delas mesmo.

Não digo que sou diferente. Mas tento ser apenas e só eu, sem nenhum guia, vou descobrindo e encontrando as peças que me faltam, é um conceito simples, não digo o mais correcto para se ser alguém (este alguém significa apenas sucesso, um emprego estavél, mulher/homem e filhos), mas, na minha opinião, a forma mais verdadeira de sermos nós próprios.

Podes não saber cantar,
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em playback(...)