Somos apenas humanos, logo vamos morrer, aqui está um facto óbvio, aquilo que mais tememos costuma ser a morte, e quando não a tememos a nossa vida continua a girar em torno dessa fatalidade, porque se há algo que dá valor a tudo o que fazemos e um objectivo concreto é o facto que só temos uma vida para o fazer.Alguns tentaram ser fisicamente eternos, no século XIX existiu um que teorizou a congelação como modo de hibernar e ser acordado no futuro, não é bem ser eterno mas ele queria ver como seria o futuro. Mas enquanto o corpo envelhecer a eternidade nunca será uma realidade, pelo menos a física (abordarei esta temática também quando apresentar o livro Intermitências da Morte de José Saramago).
Se existe alguma forma de eternidade essa está escrita nos livros de história, os heróis e os seus feitos, os vilões e as suas ambições, os povos corajosos, os Trezentos, os Lusitanos, etc. A única maneira de alcançar uma eternidade é fazer grandes feitos, mas isso era mais fácil há alguns séculos atrás. A nossa história pessoal passa por tudo o que fazemos, aprendemos e ensinamos, só a nossa memória perdurará, será que estar a fazer um mapa sobre a temperatura média do mês de Janeiro me vai ajudar a alcançar essa memória eterna? Vai ser útil para ensinar a todos os que vier a conhecer? Futuros amigos, colegas, amantes, filhos, netos, etc. Talvez até seja, talvez tenha um filho agricultor que necessite um dia dessa informação, ele vai-se lembrar quando for altura de fazer as plantações de Inverno, mas, esse tipo de informação está por todo o lado, não serei eterno por saber isso.
Ah mas divaguei um pouco demais, era mais fácil antes porque as pessoas estavam mais cientes do que se passava umas com as outras, podiam não ter Internet, mas estavam sensíveis a heróis, hoje passa-nos à frente mil e um feitos por dia, mas como estamos ocupados a fazer mapas sobre o sistema Invernal do mês de Janeiro que temos de decorar para um teste não nos apercebemos, nem queremos saber.
Hoje os heróis são os Hitler, Estaline, Bush(es) etc, que vão aparecendo para matar milhões, de vez enquanto aparece um Obama ou um M Luther King, um Bob Marley/John Lennon na música, e por aí fora.