quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Era uma vez.

Bem, era uma vez uma história sobre caracóis e ingleses.

Um dia li no jornal que ia haver uma corrida de caracóis em Inglaterra, é verdade, uma coisa aborrecidíssima como uma corrida de caracóis, mas claro que fui a correr à minha horta contar aos meus queridos caracóis. Será que eles queriam concorrer numa corrida de caracóis? Eu seria o treinador claro!

"A Inglaterra, a pé????!!!!!!!... Nah..." diz-me um dos caracóis. Fiquei atónito, é óbvio que iríamos de avião. Mas ainda assim outro diz-me "Epá isso da corrida fica para o ano...", pois claro fiquei chateado e fui-me embora.

Uns dias depois fui à horta tirar uma alface, para uma salada, fui sem intenção de falar aos habitantes viscosos dos bolbos, mas para minha surpresa tinham desaparecido! Saltou um grilo à minha frente que me assustou e me disse que os caracóis tinham-se ido embora que nem setas, direitos a Inglaterra, estava a galinha Pedrês com eles, aquela que diz, "Eu sou a galinha Pedrês e se vos apanho, ainda vos faço em três". Sendo assim já percebi, quando a vêm até voam.

E não é que os caracóis ganharam a corrida!? AH! Bendita couve portuguesa!

Mas claro, que o palerma do Inglês desclassificou os caracóis portugueses, afirmando ele que eles não estavam inscritos e que ainda por cima traziam uma galinha com eles! Invejas digo eu!


Moral da história? Vão perguntar ao António Torrado, pois foi ele que a escreveu, eu apenas me limito a ter de a contar numa aula de Expressão Dramática, acho que ainda vou comer muita couve até lá...

Não foi o melhor regresso ao Blog eu sei, mas enfim melhores dias virão.

Victória victória, acabou-se a história (...?)

domingo, 20 de setembro de 2009

Let's go back to the stars - Part II

Hey where's that world we imagined??
What the hell happened to the dream??
Is all we're left with, a dim twist of irony??
So all there is to is to become star dust
Put on these rocket shoes, and fly with me if you will
Fly with me to those endless stars
Like Dindi and Firey-Tail
And here have my compass so you can find your way
Our place,
Let us find our place in the bilions of cosmic atomic particles
And watch the cycles of renewal
Just so i can prove you wrong over and over again
So i can tell you once again
See, time does not heal
People do not learn
I am the same
You are the same
They're the same
We're always the same
And the turns of the wheel shall be the same
Over and over and over again
To all of our long eternity
Singing it right into your ear:

But it was only fantasy.
The wall was too high,
As you can see.
No matter how he tried,
He could not break free.
And the worms ate into his brain.
(Hey You-Pink Floyd)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Nine Eleven

A data que prova que por muito sofisticado que o Homem se tenha tornado, ainda consegue ser arrastado para conflitos inúteis. E mais não digo sobre o assunto.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Capítulo Final


Mãos húmida e arrepios na espinha, dez mg de um medicamento calmante que teima em nada fazer.

Tonturas e vertigens, espera, estás em solo e não numa falésia sobre a costa alentejana.
Espera pelo momento certo para chorares, que agora não o é. O teu rosto suave está rígido e mostra ansiedade, não, o mundo não te vai aceitar assim, mostra o teu sorriso de sempre, aquele
que multidões vai conquistar. Não, esquece essa pastilha que mascas com demasiada força, arranja em ti a força para superar este momento, afasta o cabelo louro e liso que usas nestas ocasiões da cara. Esquece as câmaras e pensa na causa que defendeste e que até aqui te trouxe. Esquece os tremores das pernas, o frio na barriga, essas borboletas incessantes, lembra-te da calma do mar na sua eterna viagem terrestre, ou talvez necessites de uma lembrança mais brusca e violenta desse mesmo mar para apaziguar o teu espírito inseguro. Esquece que estás vestida à gala, que o teu vestido é vermelho e que os teus sapatos são caros demais para o que vais dizer.

Descruza
as pernas e enfrenta essa multidão, queres que te empurre ou quê ? Não estou ai, nem perto se quer, apenas te observo de longe, muito longe. Avança lá, estás a espera do quê. Pronto já estás em frente ao mundo, agora resta saber uma coisa, será o teu único defeito, aquela perturbação emocional, aquela falta de coragem que te impedirá de conquistar o mundo? Ou elevar-te-ás, ultrapassando os teus limites, e levarás o mundo a rescrever a história? A minha acaba aqui com o teu discurso, que dirás, como o dirás.

Vou esperar, entretanto vou calmamente abrir a chaveta de conversação, com dois pontos, um parágrafo e um conjunto de aspas. Fico à espera, até este ponto sei que a minha história vai bater certo, sabendo que és capaz de te tornares numa das pessoas mais influentes do século XXI, sabendo que independentemente das cores que vistas serás influente e preponderante, sei isto pela admiração que em tempos nutri por ti, o desejo e o amor que me fizeram observar cada gesto sublime e/ou catastrófico, sei aquilo que serás capaz se largares o teu único defeito, aquele que nos desuniu, a tua falta de coragem, e espero que te encontre um dia como aliada e não inimiga, pois custar-me-á destruir-te a partir da tua fraqueza.

... e então disse:
"...